ILUSTRAÇÃO 17
Monte da cultura do Mississippi próximo ao Lago Crab Orchard, em Illinois. Esse tipo de monte é geralmente atribuído à cultura do Mississippi, existente entre 900 e 1450 d.C. — período após o qual essa cultura parece ter, na maioria, se dispersado ou entrado em colapso. Fotografias desses monumentos de terra frequentemente apresentam artefatos escuros incomuns, invisíveis no momento em que a foto foi tirada. Nesta imagem, as áreas com artefatos parecem exibir formas esguias e vagamente humanoides (veja o detalhe no quadro em destaque). Observe a escala no quadro em destaque A: a grade à frente da "figura" tem aproximadamente 90 centímetros (três pés) de altura; portanto, a figura teria entre 2,4 e 2,7 metros (8 a 9 pés) de altura. Segundo a lenda local, trata-se dos ynirono, ou "guardiões de tumbas".
Extraído de: Cults of the New World (2003), de Richard Hauser, p. 203.
Assume-se geralmente que o declínio drástico das civilizações pré-colombianas da América do Norte se deveu a epidemias introduzidas pelo contato com exploradores europeus. No entanto, dados arqueológicos recentes indicam que esse declínio iniciou-se já em 1350 e que a chegada dos europeus serviu apenas para enfraquecer uma população que já estava bastante reduzida. As causas do declínio das prósperas civilizações do Mississippi e de Oneota, portanto, permanecem um grande mistério.
A chave para esse mistério pode residir em escavações recentes, como a realizada no ano 2000 no monte de Shiloh pelo Southeast Archaeological Center. A lamentável enxurrada ocorrida em 23 de março deixou poucas evidências físicas, mas os diretores da escavação, David G. Anderson e John Cornelison Jr., realizaram um extenso registro fotográfico e de anotações. Em uma entrevista de maio de 2001, o Dr. Anderson relatou:
“A presença de uma margem de rio íngreme no local do monte permitiu que entrássemos horizontalmente e coletássemos amostras de uma profundidade muito abaixo do monte, chegando a até 50 pés [aprox. 15 metros] abaixo do nível do solo. Essa é, de longe, a maior profundidade já alcançada em escavações, e não esperávamos encontrar nada ali, visto que os artefatos funerários geralmente se encontram entre cinco e oito pés abaixo do nível do solo. As camadas mais profundas eram bastante ricas em ferro — algo incomum para a região — e ainda me lembro de quando Barb [Dra. Barbara Tully] encontrou os ossos. A cinquenta pés de profundidade, enterrados na terra, havia ossos humanos — milhares deles. Todo aquele ferro que encontrávamos... vinha de sangue.”
Essa é a primeira evidência de valas comuns desse tipo na região. Em uma época de crescente turbulência política e conflitos tribais, não se sabe ao certo se eram mortos em batalha ou prisioneiros sacrificados — embora a presença de vestígios de sangue aponte certamente para a segunda hipótese. Outra possibilidade levantada por LeRousse et al. é a propagação de uma doença hemorrágica semelhante às cepas de Marburg e Ebola, o que também explicaria o declínio populacional abrupto.
As imagens 17 a 19 ilustram artefatos tipicamente visíveis em fotografias de estruturas de terra, como as de Shiloh e Crab Orchard Lake (isto é, aquelas construídas por volta de 1350). Os detalhes ampliados mostram que os artefatos são figuras esguias, muito mais altas que um ser humano, com múltiplos membros longos e curvos. Não se sabe ao certo o que essas figuras representam, mas há um consenso de que elas não estavam presentes no momento em que a foto foi tirada. São esses artefatos que podem ter dado origem aos relatos recorrentes sobre o "Slender Man" no Meio-Oeste americano em meados do século XX. E, por mais que relutemos em admitir, pode haver algum fundo de verdade nesses relatos: as incursões iniciais de De Soto no continente norte-americano levaram-no a entrar em contato com tribos remanescentes dos "Construtores de Montes" (Mound Builders), que lhe informaram que os montes eram túmulos para os mikota — os "Grandes" ou "Seres Superiores" —, e não para os mico — os "nobres" —, como comumente se supõe.
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> Traduzido por: Levi Feitosa.
> Autor Original: Bimton no Something Awful

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